sábado, 12 de setembro de 2009

Espontaneamente

Como quem não quer nada
você chegou
como quem não quer nada
você quer tudo

Então, deixa o tempo
correr no tempo
sem adiantar, sem apressar
o que é, o que pode ser

não me devore, nem me sufoque
faça com o que eu me sinta solta
indo e vindo
leve

me tire do ideal
me veja como eu sou
me tenha do seu lado
nem acima, nem abaixo

respire um pouco
me olhe nos olhos
inspire o que for bom
e expire o que te fizer mal

não me queira demais
nem me dê o seu mínimo
não me tenha em excesso
nem me deixe menos

não queira me desvendar em um dia
nem se entregue em uma hora
me permita o prazer de (re)descobrir
a cada dia um pouquinho mais de você
o que ninguém vê.

Um comentário:

Anônimo disse...

Sento, repiro e resvalando suspiro questiono o que há com você.

Será uma nova descoberta? ou uma velha sensação do novo acontecendo novamente como sempre?

Não sei. Mas parece ser bom. E parece que ser nutrivivo - como amor e dor - rende palavras assim.

Beijos,
André Calou