terça-feira, 10 de julho de 2007

Eu e o outro

As pessoas estão atrasadas. As tecnologias evoluem diariamente e o homem – ser racional, detentor da máquina mais moderna e antiga existente no Planeta – permanece como expectador da evolução do mundo. Preocupam-se em ter e desenvolver a inteligência para esse mundo, para conquistar esse mundo, e não se preocupam em desenvolver-se espiritualmente, em evoluir como espírito, ficam presas as preocupações mundanas e esquecem que somos mais que uma matéria, somos mais que um corpo de pele e osso. Esquecem de explorar a sua própria máquina – seu cérebro e suas possibilidades.
Pode parecer cruel mas eu não me decepciono, nem me surpreendo com as pessoas...minhas expectativas são fundamentadas em fatos, naquilo que as pessoas me respondem. Existe, e talvez seja, a maioria das pessoas que criam expectativas fundamentadas em ilusões, fundamentadas nos seus próprios desejos, no que elas esperam dos outros. É provável que projetem nos outros sua falta, seu vazio, suas frustrações. Independente de lugar, idade, sexo, as pessoas são previsíveis, são alienadas, enxergam apenas aquilo que está diante dos seus olhos, e o pior, enxergam como querem, da maneira que seja favorável para o seu ego.
Penso que estar alienado é uma escolha, uma escolha confortável. Acredito que a única maneira de sair desse estado é permitir conhecer-se, explorar o seu Eu, e perceber seus sentimentos e emoções.
O auto-conhecimento, pode ser feito e praticado de várias formas. Começar essa exploração de nós mesmos é difícil e nessas horas é preciso recorrer à alguém com quem você se identifique e acredite – um terapeuta, psicólogo, psicanalista, um mestre, até mesmo um amigo, etc. Dar a partida sozinho não é fácil. É importante que alguém possa lhe ajudar com técnicas, ferramentas, metodologias, oriente caminhos para que você possa conhecer-se e perceber que o mundo é muito mais que um globo, muito mais que o seu umbigo.
Quando você se conhece, conhece seus limites, até onde você pode ir e toma consciência do que você pode exigir de você mesmo, conseqüentemente você entende que os outros também tem seus limites e estão dando a você e ao mundo, naquele momento, o que podem dar.
Esse foi escrito por mim para mim.

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