terça-feira, 20 de julho de 2010

Um pouco do muito

Um pouco do muito que você me faz sentir eu vejo refletido na maneira como meus sentidos, meu corpo, meu coração e minha alma reagem, mas principalmente na minha maneira de olhar o mundo, as coisas, o céu, uma criança, um animal ... esse sentimento que você me desperta é diferente de tudo que eu já senti - ao mesmo tempo que eu quero trocar com você eu quero trocar com o mundo, com o cosmo, com os seres ... você me faz transbordar sentimentos límpidos, ter vontade de viver para você, para mim e para os outros ... e estar para os outros com você é o supra-sumo da complacência, da benevolência ... com você eu quero viver a gratidão por estar viva e por estar com você ... são tantas palavras e ações que eu quero te dar ... são tantos olhares e sorrisos ... são tantos desejos e carinhos ... são tantas loucuras e travessuras ... são tantas conversas e trocas ... quero te dar o meu silêncio, a minha voz, o meu amor e minha dor, minha alegria, minhas lágrimas, minhas neuras, fobias, risadas, meu gozo, meu prazer, o céu, a lua, o sol, as estrelas, o cheiro do mar, do mato, das flores, o meu tudo e o meu nada, e mais o que eu ainda não conheço de mim, mas sempre o melhor de mim ...

quinta-feira, 13 de maio de 2010

A despedida do amor

Cada palavra pronunciada sem pensar aumentava mais a distância entre olhares;
Cada ausência de gestos, carinhos, sorrisos diminuia gradativamente o desejo;
E o que restou foi o vazio no peito, como se faltasse um pedaço do que fazia pulsar;
E aos poucos a despedida do amor despertou a dor;
A dor meceu ...

Nem mesmo

E nada será
como um dia foi
e tudo ficará
com a saudade
do que passou

nem mesmo o cheiro
do presente é igual
ao passado
envolvente

para onde
foram os desejos
aonde estão
teus beijos

nem mesmo o olhar
está aqui
como um dia foi
sem sair de mim

e o novo vai despertar
e tudo será
como nunca foi

Saboreando Nietzsche

Um trecho que gostei bastante do livro do Nietzsche chamado A Gaia Ciência:

"Agora lhe parece um erro o que outrora você amou como sendo uma única verdade ou probabilidade: você o afasta de si e imagina que sua razão teve aí uma vitória. Mas talvez esse erro, quando você era outro - aliás, você é sempre outro -, lhe fosse tão necessário quanto as suas "verdades" de agora, semelhante a uma pele que escondia e cobria muitas coisas que você ainda não podia ver. Foi sua nova vida que matou para você aquela opinião, não sua razão: você não precisa mais dela, e agora ela de despedaça e a irracionalidade surge de dentro dela como um verme que vem à luz. Quando exercemos a crítica, isso não é algo deliberado e impessoal - é, no mínimo, com muita frequência, uma prova de que em nós há energias vitais que estão crescendo e quebrando uma casca. Negamos e temos de negar, pois algo em nós está querendo viver e se afirmar, algo que talvez ainda não conheçamos, ainda não vejamos."

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Por um momento...

Por um momento
pensei que você
pudesse aparecer

Por um momento
pensei como seria
bom se você aparecesse

Por um momento
apenas
este momento
seria eterno

Por um momento
eu quis estar
mais perto

Por um momento
foi um momento
sem você...