o que você tem
de repente
justamente
novamente
eu vi
em cima da mesa
um bilhete lacónico
amaciando o fim
agora
você vai voltar
para algum lugar
e não é aqui
e quem sabe
alguém vai chegar
no lugar
que um dia foi teu
e nesse vai e volta
tudo se refaz
tudo se desfaz
é sempre uma primeira vez
Sabemos que a arte é uma forma de expressão. Eu escolhi a poesia como forma de expressar o que eu sinto, o que eu não sinto, o que eu posso sentir... Aqui tem um pouco de mim, um pouco de ti e um pouco de nós.
terça-feira, 26 de maio de 2009
Ideal
as palavras
marcaram
ficaram
até agora
é hora
de cair fora
me olha
no depois
e não será
o que se quis
o quanto eu te quis
naquelas palavras
se faz
não diz
me quis
se esconde
não sabe
confunde
o que sente
me trás
para longe
é tão perto
do desejo
ideal ser real
marcaram
ficaram
até agora
é hora
de cair fora
me olha
no depois
e não será
o que se quis
o quanto eu te quis
naquelas palavras
se faz
não diz
me quis
se esconde
não sabe
confunde
o que sente
me trás
para longe
é tão perto
do desejo
ideal ser real
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Se permitir
escrever é sentir
o que se sente
o que não se sente
o que o outro sente
é compartilhar
é entrar
é tocar
é despertar
o que estava escondido
o que não é permitido
o que um dia foi vivido
falar com as palavras
é superar o olhar do outro
é expor a alma
e se entregar a arte
é ter sensibilidade
é deixar fluir
é se permitir
o que se sente
o que não se sente
o que o outro sente
é compartilhar
é entrar
é tocar
é despertar
o que estava escondido
o que não é permitido
o que um dia foi vivido
falar com as palavras
é superar o olhar do outro
é expor a alma
e se entregar a arte
é ter sensibilidade
é deixar fluir
é se permitir
Uma outra visão
quem faz
o que
no quando
sem porque
como se fez
no onde
indo
um labirinto
aonde
tudo mais
se desfaz
um espaço
apertado
habitado
por um estranho
é ilusão
uma outra visão
de quem viveu
na imaginação.
o que
no quando
sem porque
como se fez
no onde
indo
um labirinto
aonde
tudo mais
se desfaz
um espaço
apertado
habitado
por um estranho
é ilusão
uma outra visão
de quem viveu
na imaginação.
segunda-feira, 18 de maio de 2009
(silêncio) parte II
o silêncio
pode ser o começo
o silêncio
pode ser o fim
o silêncio
é menor
o silêncio
é maior
o silêncio
pode intimidar
o silêncio
pode ser intimidade
o silêncio
pode ser um não
o silêncio
pode ser um sim
o silêncio
analisa
o silêncio
realiza
o silêncio
prende
a mente
de quem sente
o silêncio
permite conhecer
o que o corpo
tem para dizer
o silêncio
pode ser resposta
para o que não
poderia ser dito
o silêncio
pode ser
um instante
de prazer
o silêncio
não tem dono
o silêncio
é livre
o silêncio
faz parte
do que já
temos em comum
o silêncio
é presente
quando o olhar
fala
o silêncio
abre espaço
para se fazer
acontecer
o silêncio
representa
o que eu não sei
dizer
o silêncio
foi o que ficou
no fim sem fim
em mim
pode ser o começo
o silêncio
pode ser o fim
o silêncio
é menor
o silêncio
é maior
o silêncio
pode intimidar
o silêncio
pode ser intimidade
o silêncio
pode ser um não
o silêncio
pode ser um sim
o silêncio
analisa
o silêncio
realiza
o silêncio
prende
a mente
de quem sente
o silêncio
permite conhecer
o que o corpo
tem para dizer
o silêncio
pode ser resposta
para o que não
poderia ser dito
o silêncio
pode ser
um instante
de prazer
o silêncio
não tem dono
o silêncio
é livre
o silêncio
faz parte
do que já
temos em comum
o silêncio
é presente
quando o olhar
fala
o silêncio
abre espaço
para se fazer
acontecer
o silêncio
representa
o que eu não sei
dizer
o silêncio
foi o que ficou
no fim sem fim
em mim
Assinar:
Postagens (Atom)