terça-feira, 31 de agosto de 2010

Limiar do desejo

Qual o limite do desejo
de sucumbir ao controle
e se entregar ao prazer

que prazer é esse
que desconhece o toque
que desconhece o sabor
que não sente o cheiro
e não sabe o gosto do beijo

imaginação
tesão sem pele
na cama
molhada

esperando
decoberta
aberta
entregue
para o desejo

Um universo

eu quero
não fazer sentido
eu quero
a pergunta certa
para a resposta inexistente

eu quero
uma alegria eloquente
uma história inventada
uma palavra cruzada
que não seja completada

eu quero
o suor de uma noite de amor
eu quero
os livros que eu já li
com o seu olhar

me faça e desfaça
no teu mundo
e no meu mundo
um universo

domingo, 22 de agosto de 2010

Movimento

um mundo apenas
um universo repleto
de sensações

uma viagem sem volta
a escolha da música
perfeita a imperfeição

cada dia
cada minuto
momentos construídos
em segundos destruídos

e do alto lá embaixo
ninguém sabe o caminho
e na escuridão um som

tudo continua
em movimento
tudo muda
no fechar e abrir

então é assim
ir e vir
entrar e sair
e um dia partir

Quero

descobrir
novos sons
pecorrer
novos caminhos

expor
o que eu sinto
sem medo
seja o que for

falar
o que meu coração
quer dizer
olhar para você
como se fosse a primeira vez

domingo, 15 de agosto de 2010

Novo ato

entra
na dança
perde
o passo

ensaia
um novo ato
cai
de quatro

experimenta
o novo
enterra
o antigo

não pergunte mais
não tente entender
deixe os por quês
e comece a viver

No mais sem mas

fiz da minha
a tua
a tua fez
da minha
sozinha

caminha
pra cama
deita
no chão

no mais
sem mas
a razão
do por que

que ritmo você está?
como te acompanhar?

pra que lado
você foi
que não me encontrou

dois pra lá
uma pra cá
um mais um
sem dois

quando o meu passo
irá se encaixar no teu
na dança do ritmo
eu e você

quando tocaremos
a mesma música
o que você escuta
que eu não escuto

olhos nos olhos
mão na mão
nós dois

Com alma

quem sabe
um dia
você enxerga
as coisas

sem ego
sem julgamento
não enxergando
somente seu umbigo

quem sabe
numa noite dessas
você enxerga a lua
e vê tudo como é

sem preconceito
sem rancor
e lamento

pode-se ter tudo
no momento em que
se conseguir SER e
ver as coisas como são

olhos da alma
alma de criança
sem rancor
sem lamento